Batismo de sangue – Filme sobre a ditadura militar no Brasil

Queridos alunos dos terceiros anos, hoje (19/09/15), exibi o filme “Batismo de sangue” durante as aulas de reposição da greve. Deixo aqui o link para quem perdeu a oportunidade.
Durante a exibição, aproveitei para explicar sobre esse período da nossa história – a ditadura militar – tirando dúvidas sobre os episódios e o contexto ao qual se referem.
Espero que tenha contribuído com a aprendizagem dos alunos presentes e que possa inspirar outros a assistirem aqui no blog.

Abraços em todos,
Kátia Lopes – Professora de Sociologia


10 Comentários on “Batismo de sangue – Filme sobre a ditadura militar no Brasil”

  1. Kintila Dias disse:

    Assisti ao filme professora e achei bem forte, pois mostra cenas de tortura e a realidade brasileira com a repressão cometida pelo governo.
    A ditadura acabou se tornando uma verdadeira chacina a pessoas que se revoltaram. Foi um período muito marcante para o povo pois era proibida a liberdade de expressão.
    Será que ainda hoje tem pessoas que lutam pelos direitos daquela época e aguardam punição aos verdadeiros culpados?
    Kintila Dias Santana, n° 26 – 3°A

  2. Micaely Moreira disse:

    Assisti o filme, extremamente forte por sinal, porém nada mais do que uma realidade que já foi e ainda é nossa, mesmo que não tão direta e extrema como aquela mas que ainda sim pode ser vista de forma ”invisível” em nosso meio. Na ditadura militar você não tinha liberdade de expressão, e isso incluia a falta de liberdade para propor uma mudança, e muitas das mudanças propostas por aqueles que foram injustamente torturados, era um modelo ideologico de politica diferente. Hoje temos a ”liberdade” de escolhermos o partido que melhor representa nossos interesses ideologicos, temos a ”liberdade” de nos auto intitular ”direita” ou ”esquerda” apesar de ser de uma forma meio que indireta e sigilosa, pois hoje você pode correr risco de vida se expor suas ideias com relação a politica. A politica evoluiu para uma especie de fanatismo onde as pessoas agarram o que acreditam e querem convencer as outras de aceitarem o seu modelo mesmo que seja com a violência, não é uma generalização digo por parte dos extremos fanaticos, isso de uma forma discreta não seria uma pequena ditadura? Participei de uma apresentação de um movimento social no Masp na Paulista, onde haviam muitas pessoas, e enquanto assistiamos um homem passou e gritou ”Vocês são um bando de esquerdistas” ”seus merdas” ”vocês não passam no Enem porque os professores entraram de greve” o jeito que o homem gritou aquelas palavras foi tão violento que acredito que se não estivessemos em tantos, ele agrediria alguém. O movimento que assistiamos, era justamente sobre a educação, sobre o enem, ensino superior, e coisas relacionadas com os direitos que não temos mas que nós deveriamos ter, e o que mais me deixa chocada é que não veio de alguém de classe alta, pois os de classe alta apenas riam, veio de alguém aparentemente de classe baixa. Acredito que vivemos em uma ditadura por parte das pessoas mesmo, elas não olham mais o seu próximo como um ser humano igual a elas, mas sim como um ”esquerdista” ”direitista” ”socialista” temos aí uma disseminação de ódio que está muito forte no nosso contexto atual, e isso tem gerado violência, contra os professores, contra as mulheres e até contra os ciclistas, pois querer uma ciclovia já te faz ser um ”esquerdista” ou um ”direitista” segundo a visão desse fanatismo absurdo. As pessoas muitas vezes não tem a ideia do é que uma ditadura forte como a apresentada no filme, e tem a coragem de pedir ”impeachment” por meio de intervenção militar, é muito fácil encontrar páginas na internet propondo intervenção militar já com o apoio de alguns militares, será que voltaremos a uma ditadura graças a ignorância de pessoas que ainda não estão satisfeitas com o ”batismo de sangue” que tivemos em 1964? Tudo bem que você escolher um determinado partido ou dizer se é de direita ou esquerda muda completamente um país de forma boa ou ruim, porém não se pode mudar a visão de uma pessoa pela violência fisíca ou verbal, como vem acontecendo cotidianamente, visões se mudam com debates, com conversas e não com violência, a violência sempre terá o efeito contrário de agravar a situação, de chocar, oprimir. e aprisionar um ser humano, como no filme no qual tito sofreu com a violência extrema até o fim de sua vida, mesmo liberto da ditadura fisicamente, não pode ser liberto da mesma psicologicamente. O filme nos coloca a pensar, e em algumas partes a comparar com a nossa realidade atual, banaliza o medo de que tudo se repita.
    Minha aguçada percepção me diz em forma de ditado
    ”Quando duas pessoas disputam entre si, uma terceira se alegra”

    Micaely Larissa de Souza Moreira n° 31 – 3°A

  3. Bianca Garcia disse:

    Realmente é um filme bem forte, porém mostra a realidade da ditadura brasileira que jamais mostraram antes, ele tem a essência real do regime militar, opressão, mortes, torturas, pessoas inocentes sendo mortas por quem estava fazendo “justiça”. Ele mostra como não era fácil nem para a Igreja suportar este período de repressão da sociedade e da mídia do nosso pais, vemos no filme como o que ia para a mídia era controlado por eles, grampeavam telefones para descobrir das coisas, matavam e torturavam a sangue frio, usavam da tortura como meio de conseguir informações, como nem a própria lei conseguia vencer por total os militantes, não era uma vida facil, muito menos segura. Como disse um dos personagens era uma luta pelo povo, mas não era uma luta do povo. Frei Tito se matou, por sequelas mentais da tortura que sofreu pelo “Papa”, ficou tão atordoado a ponto de não acreditar mais na própria religião, não acreditar mais na vida o levando a se matar.

    Bianca Garcia, nº04 – 3ºA

    • Katia Lopes disse:

      Obrigada pelo comentário, Bianca.
      O objetivo de trabalhar o filme com vocês era justamente pensarmos sobre a história do nosso país. Espero que tenha contribuído para isso.
      Abraço!

  4. Jussara Rodrigues disse:

    O filme mostra a luta contra a ditadura, mostra a face mais cruel da ditadura no Brasil, a crueldade, a tortura e frieza com que os ditadores tratavam as pessoas, até quem não fora torturado, tinha medo em apenas ouvir falar sobre. Um filme bem feito, bem realista, doloroso e sangrento, porém nos faz ver a realidade passada!
    3ºA nº 46

  5. Fernanda Amorim disse:

    Nesse filme é relatado com uma historia verdadeira de homens estavam plena a ditadura no brasil mas eles viviam contra a ditadura militar , mas eles não conseguiram porque os militares armarão um jeito de pegar ,eles sofrerão muito nas mãos dos militares, eles davam coque neles em um pal-de-arara ate que eles falassem quem era o chefe deles, mas eles não falavam,e mandarão eles para a cela da prisão de todos os que os militares pegarão um só sail da prisão e estava livre mas ele pensava mais nos seus irmãos ; no começo do filme mostra um homem que si suicidava e no final também e este cara que si suicida e o que sail primeiro da prisão!!!

    • Katia Lopes disse:

      Olá Fernanda, tudo bem?
      Apenas para contribuir para o debate: Por qual motivo é justamente o Frei Tito, primeiro a sair da prisão (e ser exilado), que se suicida?
      Carlos Marighela foi fundador da Aliança Libertadora Nacional, grupo armado, de oposição à ditadura militar. Há uma biografia sobre ele. Deixo aqui um link sobre o livro, que está disponível em livrarias, mas pode ser encontrado também em bibliotecas públicas.

      http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=11862

      Abraço!


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