O que é sustentabilidade?

Todos nós, de algum modo, já ouvimos falar da grave crise ambiental que coloca em risco a vida em nosso planeta, mas, muitas vezes, não sabemos como agir, outras vezes somos impelidos por um modo de vida que não escolhemos. Simplesmente vivemos em um sistema que impulsiona as pessoas cada vez mais para um modo de vida que não é sustentável.
Sustentabilidade é um assunto que está muito em moda, mas, muitas vezes, não temos noção exatamente do que esta palavra representa…
De acordo com alguns teóricos, há duas correntes que pensam na questão da sustentabilidade, cada uma delas pode ser divida de acordo com a forma que vê esta questão, mas, de maneira geral, podemos pensar principalmente em duas:

Pensamento oficial
A corrente oficial de sustentabilidade tem como base os princípios e interesses da sociedade capitalista, na qual vivemos, e, por isso, não tem como objetivo a mudança estrutural desta sociedade. As grandes empresas e muitos governos professam as ideias desta corrente, uma vez que estão comprometidos com os interesses econômicos e a ideia de um desenvolvimento sustentável.
O que seria desenvolvimento sustentável?
Seria a ideia de que a sociedade deve continuar crescendo economicamente, valorizando o lucro e a criação de empregos em indústrias e corporações que exploram a mão de obra do trabalhador e o lucro.
Os comerciais captam o interesse dos consumidores, que demandam cada vez mais o consumo de produtos que parecem ecológicos e assim, pensando neste nicho de mercado, procuram criar produtos que atendam à demanda. Mas, pensemos, será mesmo que estes produtos são realmente ecológicos? Será que, ao substituirmos um produto que esteja em boas condições, por outro, que pareça ecológico, não estamos agindo de forma insustentável? Afinal, estamos alimentando a cadeia de produção, consumo e geração de resíduos.

Pensamento alternativo
O pensamento alternativo, ou, que pensa a questão da sustentabilidade de forma crítica, tem como base o questionamento dos mecanismos que tornam este sistema insustentável. O consumo é visto como o ponto principal de insustentabilidade e, por isso, deve ser questionado. Para esta corrente de pensamento, devemos lembrar sempre dos 3 (ou dos 5) Rs, sendo que a redução do consumo é a sua base principal.
Diferente do pensamento oficial, para o qual o foco econômico é um dos mais importantes, para o pensamento alternativo, ao pensarmos em sustentabilidade, devemos questionar também os aspectos ambientais e humanos. Devemos pensar: Este modelo apresenta alternativas de vida justas aos grupos sociais ou apenas reproduz a exploração de seres humanos? Os seres humanos encontram soluções de moradia, alimentação, educação e trabalho de forma digna?
Notamos, assim, que não adianta falar em crescimento econômico enquanto há grupos marginalizados (Assistam “Ilha das Flores”). Também sabemos que a desigualdade social é enorme e não é possível tolerar um sistema em que alguns morrem de fome, enquanto outros produzem 30% do lixo do planeta, à custa da exploração do trabalho infantil e de grupos humanos de vários países.

E você, o que pensa sobre o assunto? Qual dos dois pensamentos sobre sustentabilidade é mais coerente para pensarmos os problemas mundiais atualmente?
Assista aos vídeos Ilha das Flores, Surplus, A história das coisas e Da servidão moderna para ampliar as reflexões. Comente os filmes no blog. Vamos trocar ideias e, quem sabe, conseguiremos fazer do planeta Terra e do bairro em que moramos, um lugar melhor para viver…

Abraços,
Professora Kátia.


Da servidão moderna (Parte 1)

Olá, pessoal.

Estou deixando alguns trechos do filme aqui para refletirmos, ok?

Na opinião de vocês, o que Jean-François Brient (diretor do documentário) quis dizer com as seguintes passagens:

Os escravos modernos (…) compram as mercadorias que os escravizam cada vez mais. Eles mesmos procuram um trabalho cada vez mais alienante que se lhes outrorga se demonstram estar suficientemente domados.”

As coisas que possuímos, acabam nos possuindo.”

Mostrar a realidade tal como é e não tal como apresenta o poder, constitui a subversão mais genuína.”

Aguardo comentários.

Bjos,
Kátia.


Da servidão moderna (Parte 2)


Da servidão moderna (Parte 3)


Da servidão moderna (Parte 4)


Da servidão moderna (Parte 5)


A história das coisas