O Nascimento de um Cidadão

Para renascer, e às vezes para nascer, é preciso morrer, e ele começou morrendo. Foi uma morte até certo ponto anunciada, precedida de uma lenta e ignominiosa agonia. Que teve início numa sexta-feira. O patrão chamou-o e disse, num tom quase casual, que ele estava despedido: contenção de custos, você sabe como é, a situação não está boa, tenho que dispensar gente.

Por mais que esperasse esse anúncio, que na verdade até tardara um pouco, muitos outros já haviam sido postos na rua – foi um choque. Afinal, fazia cinco anos que trabalhava na empresa. Um cargo modesto, de empacotador, mas ele nunca pretendera mais: afinal, mal sabia ler e escrever. O salário não era grande coisa, mas permitira-lhe, com muito esforço, sustentar a família, esposa e dois filhos pequenos. Mas já não tinha salário, não tinha emprego – não tinha nada.

Passou no departamento de pessoal, assinou os papéis que lhe apresentaram, recebeu seu derradeiro pagamento, e, de repente, estava na rua. Uma rua movimentada, cheia de gente apressada. Gente que vinha de lugares e que ia para outros lugares. Gente que sabia o que fazer.

Ele, não. Ele não sabia o que fazer. Habitualmente iria para casa, contente com a perspectiva do fim de semana, o passeio no parque com os filhos, a conversa com os amigos. Agora, a situação era outra. Como poderia chegar em casa e contar à mulher que estava desempregado? À mulher, que se sacrificava tanto, que fazia das tripas coração para manter a casa funcionando? Para criar coragem, entrou num bar, pediu um martelo de cachaça, depois outro e mais outro. A bebida não o reconfortava; ao contrário, sentia-se cada vez pior. Sem alternativa, tomou o ônibus para o humilde bairro em que morava.

A reação da mulher foi ainda pior do que ele esperava. Transtornada; torcia as mãos e gritava angustiada, o que é que vamos fazer, o que é que vamos fazer. Ele tentou encorajá-la, disse que de imediato procuraria emprego. De imediato significava, naturalmente, segunda-feira; mas antes disto havia o sábado e o domingo, muitas horas penosas que ele teria de suportar. E só havia um jeito de fazê-lo: bebendo. Passou o fim de semana embriagado. Embriagado e brigando coma mulher.

Quando, na segunda-feira, saiu de casa para procurar trabalho, sentia-se de antemão derrotado. Foi a outras empresas, procurou conhecidos, esteve no sindicato; como antecipara, as repostas eram negativas. Terça foi a mesma coisa, quarta também, e quinta, e sexta. O dinheiro esgotava-se rapidamente, tanto mais que o filho menor, de um ano e meio, estava doente e precisava ser medicado. E assim chegou o fim de semana. Na sexta à noite ele tomou uma decisão: não voltaria para casa.

Não tinha como fazê-lo. Não poderia ver os filhos chorando, a mulher a mirá-lo com ar acusador. Ficou no bar até que o dono o expulsou, e depois saiu a caminhar, cambaleante. Era muito tarde, mas ele não estava sozinho. Nas ruas havia muitos como ele, gente que não tinha onde morar, ou que não queria um lugar para morar. Havia um grupo deitado sob uma marquise, homens, mulheres e crianças. Perguntou se podia ficar com eles. Ninguém lhe respondeu e ele tomou o silêncio como concordância. Passou a noite ali, dormindo sobre jornais. Um sono inquieto, cheio de pesadelos. De qualquer modo, clareou o dia e quando isto aconteceu ele sentiu um inexplicável alívio: era como se tivesse ultrapassado uma barreira, como se tivesse se livrado de um peso. Como se tivesse morrido? Sim, como se tivesse morrido. Morrer não lhe parecia tão ruim, muitas vezes pensara em imitar o gesto do pai que, ele ainda criança, se atirara sob um trem. Muitas vezes pensava nesse homem, com quem nunca tivera muito contato e imaginava-o sempre sorrindo 9coisa que em realidade raramente acontecia) e feliz. Se ele próprio não se matara, fora por causa da família; agora, que a família era coisa do passado, nada mais o prendia à vida.

Mas também nada o empurrava para a morte. Porque, num certo sentido, era um morto-vivo. Não tinha passado e também não tinha futuro. O futuro era uma incógnita que não se preocupava em desvendar. Se aparecesse comida, comeria; se aparecesse bebida, beberia (e bebida nunca faltava; comprava-a com esmolas. Quando não tinha dinheiro sempre havia alguém para alcançar-lhe a garrafa). Quanto ao passado, começava a sumir na espessa névoa de um olvido que o surpreendia – com esqueço rápido as coisas, meu Deus – mas que não recusava; ao contrário, recebia-o como uma bênção. Como uma absolvição. A primeira coisa que esqueceu foi o rosto do filho maior, garoto chato, sempre a reclamar, sempre a pedir coisas. Depois, foi o filho mais novo, que também chorava muito, mas não pedia nada – ainda não falava. Por último, foi-se a face devastada da mulher, aquela face que um dia ele achara bela, que lhe aquecera o coração. Junto com os rosto, foram os nomes. Não lembrava mais como se chamavam.

E aí começou a esquecer coisas a respeito de si próprio. A empresa em que trabalhara. O endereço da casa onde morara. A sua idade – para que precisava saber a idade? Por fim, esqueceu o próprio nome.

Aquilo foi mais difícil. É verdade que, havia muito tempo, ninguém lhe chamava pelo nome. Vagando de um lado para outro, de bairro em bairro, de cidade em cidade, todos lhe eram desconhecidos e ninguém exigia apresentação. Mesmo assim foi com certa inquietação que pela primeira vez se perguntou: como é mesmo o meu nome? Tentou, por algum tempo se lembrar. Era um nome comum, sem nenhuma peculiaridade, algo como José da Silva (mas não era José da Silva); mas isto, ao invés de facilitar, só lhe dificultava a tarefa. Em algum momento tivera uma carteira de identidade que sempre carregara consigo; mas perdera esse documento. Não se preocupara – não lhe fazia falta. Agora esquecia o nome… Ficou aborrecido, mas não por muito tempo. É alguma doença, concluiu, e esta explicação o absolvia: um doente não é obrigado a lembrar nada.

De qualquer modo, aquilo mexeu com ele. Pela primeira vez em muito tempo – quanto tempo? Meses, anos? – decidiu fazer alguma coisa. Resolveu tomar um banho. O que não era habitual em sua vida, pelo contrário: já não sabia mais a quanto tempo não se lavava. A sujeira formava nele uma crosta – que de certo modo o protegia. Agora, porém, trataria de lavar-se, de aparecer como fora no passado.

Conhecia um lugar, um abrigo mantido por uma ordem religiosa. Foi recebido por um silencioso padre, que lhe deu uma toalha, um pedaço de sabão e o conduziu até o chuveiro. Ali ficou, muito tempo, olhando a água que corria para o ralo – escura no início, depois mais clara. Fez a barba, também. E um empregado lhe cortou o cabelo, que lhe chegara aos ombros. Enrolado na toalha, foi buscar as roupas. Surpresa:

– Joguei fora – disse o padre. – Fediam demais.

Antes que ele pudesse protestar, o padre entregou-lhe um pacote:

– Tome. É uma roupa decente.

Ele entrou no vestiário. O pacote continha cuecas, camisa, uma calça, meias, sapatos. Tudo usado, mas em bom estado. Limpo. Ele vestiu-se, olhou no espelho. E ficou encantado: não reconhecia o homem que via ali. Ao sair, o padre, de trás de um balcão, interpelou-o:

– Como é mesmo o seu nome?

Ele não teve coragem de confessar que esquecera como se chamava.

– José da Silva.

O padre lançou-lhe um olhar penetrante – provavelmente todos ali eram José da Silva – mas não disse nada. Limitou-se a fazer uma notação num grande caderno.

Ele saiu. E sentia-se outro. Sentia-se como que – embriagado? – sim, como que embriagado. Mas embriagado pelo céu, pela luz do sol, pelas árvores, pela multiradão que enchia as ruas. Tão arrebatado estava que, ao atravessar a avenida, não viu o ônibus. O choque, tremendo, jogou-o à distância. Ali ficou, imóvel, caído sobre o asfalto, as pessoas rodeando-o. Curiosamente, não tinha dor; ao contrário, sentia-se leve, quase que como flutuando. Deve ser o banho, pensou.

Alguém se inclinou sobre ele, um policial. Que lhe perguntou:

– Como é que está, cidadão? Dá para agüentar, cidadão?

Isso ele não sabia. Nem tinha importância. Agora sabia quem era. Era um cidadão. Não tinha nome, mas tinha um título: cidadão. Ser cidadão era, para ele, o começo de tudo. Ou o fim de tudo. Seus olhos se fecharam. Mas seu rosto se abriu num sorriso. O último sorriso do cidadão.


Moacyr Scliar


22 Comentários on “O Nascimento de um Cidadão”

  1. Esse conto trágico é um dos exemplo da realidade da nossa sociedade, do nosso mundo e principalmente da vida de todos.Olhando num ângulo sociológico, a personagem passou por uma terrível mudança na sua vida- o de perder um emprego e isso gera realmente grandes dificuldades financeiras e de condições de vida para com a sua família. Eu acho que, isso é um fato comum de que muitas empresas com a situação crítica demitem empregados de baixa escolaridade e sem alguma especialização profissional.Isso é também um fato pela qual a personagem recebe um salário baixo, porém , razoável para sustentar a família.
    Um conselho que eu poderia dar a essa personagem seria não se desanimar com as devidas dificuldades. Que tentasse mesmo estudar, porque obviamente o fato dele não conseguir um emprego é a sua escolaridade, e atualmente, o estudo vale mais do que a sua força física para a atuar no mercado de trabalho.
    Como diz o título do texto, a personagem “nasceu”.Nasceu com o reconhecimento de que era um CIDADÃO.Um cidadão que tinha direito , um título, e muitas pessoas para auxiliá-lo . Contudo, sem nenhum nome e dinheiro. Eis mais uma história de um verdadeiro cidadão!

    Nome:Jéssica Regina Makino Nukui
    Série:Terceiro ano do Ensino Médio
    Número:22

  2. Katia Lopes disse:

    Olá, Jéssica!

    Gostei muito do seu comentário.
    Embora os indivíduos possuam algumas garantias para uma vida digna, vemos na prática tais direitos serem negligenciados…
    Apenas para”esticar” a nossa conversa…
    Quais direitos você acha que foram negligenciados na situação vivida pela personagem?

    Parabéns pela ótima participação.

    Um abraço.

  3. Olá professora Katia!
    Muito obrigada!

    Então, creio que a personagem negligenciou diversos direitos adquiridos por um indivíduo.Ou melhor, por um cidadão.O principal direito que ela aparentemente se desleixou foi o Direito a Vida, pois com o “choque” de perder o emprego fez com que o homem se inutilizasse na sua vida, como beber exageradamente e a tentação de abandonar a família.
    A personagem tinha também o direito de estudar. O Estado provavelmente poderia auxilia-lo , como ocorre nos dias atuais nas escolas públicas.Além desses fatos, a personagem também se descuidou de sua saúde devido ao consumo de bebidas alcoólicas.
    Apesar dele se descuidar desses direitos que eram exclusivos para ele, no final das contas ele é um Ser Humano como todos! E todos esses Seres Humanos tem a provável consciência de sua função na sociedade.
    Eis a minha opinião professora!^^^

    Um abraço e até em breve!

  4. Katia Lopes disse:

    Realmente, Jéssica! A sociedade muitas vezes nos faz acreditar que somos culpados por problemas que, na verdade, são sociais. Uma pessoa desempregada, por exemplo, pode se sentir responsabilizada por um problema que é social, como o desemprego. A sociedade nos faz acreditar que aqueles que se empenharem podem vencer; a personagem em questão se sentiu perdedora e começou a acreditar que realmente era culpada pela condição em que se encontrava.
    Como você bem apontou, o “Sr. João da Silva” se descuidou da saúde e desistiu de “sua vida”, pois julgou que era incapaz de ter uma vida digna.
    Até mais!
    Bjos.

  5. Jeiceane Torres Moreira disse:

    Um texto realmente impactante! Que nos faz pensar, como a vida é diferente em diversas posições (não só financeira, mas, pessoal e emocional). Muitas vezes esses indíviduos nas ruas, vagando sem saber qual será seu destino, nos causa uma certa sensação de repelência e descaso, mas nunca nos faz pensar o que se passou para que chegasse a tal ponto.
    A visão de Moacyr Scliar, é um tanto quanto polêmica, e talvez muitos não aceitem a realidade, que dorme todos os dias no chão frio, que vive de esmolas e restos.
    Na Constituição, a certeza de que todos os brasileiros são cidadãos é límpido como a água, mas no dia-a-dia, notamos que é límpido como o Tietê na região metropolitana de São Paulo.

    • Katia Lopes disse:

      Jeiceane, você escreve muito bem!
      Gostei da analogia com a água. Realmente, a cidadania, como garantia de direitos a todos os cidadãos, muitas vezes não sai do papel.

      Bjos.

  6. André Moreira disse:

    Olá, Professora Katia.
    Este texto retrata a situação de considerável parcela da população mundial. Encontro-me em pleno acordo com minha colega Jéssica ao citar as dificuldades aqui vividas pela personagem e os direitos que lhe foram preteridos quando se via nas ruas.
    Em breve comentário, permita-me ainda acrescentar que me pareceu um tanto burlesca a reação da personagem ao ser tratada por cidadã, título que, mesmo não aparentando ser de seu conhecimento, sempre lhe foi um direito. Observo quão interessante foi a atuação do padre neste conto, já que devido à sua benevolência em ampará-la, a personagem foi “aceita” como cidadã, o que talvez não sucederia se permanecesse maltrapilha.

    André Moreira, nº 6, 3º RA.

    • Katia Lopes disse:

      Olá, André.
      Parabéns pela participação. Você foi muito feliz ao analisar a personagem do padre.
      Muita boa a sua problematização sobre o título de cidadão que a personagem recebeu no final do conto. Você tocou em um ponto importante da questão: O Sr “José da Silva” sempre teve direito ao título de cidadão…
      Para continuarmos o exercício de reflexão, sugiro a leitura dos textos “Cidadania e direitos civis” e “Cidadania e direitos políticos e sociais”. Vou deixar aqui uma questão para ser pensada após a leitura.
      Os direitos civis garantem que todos os indivíduos tenham acesso de forma justa aos bens produzidos pela humanidade? Se fôssemos analisar a situação da personagem utilizando os conceitos de direitos civis, políticos e sociais, quais você acha que lhe faltaram e que seriam os mais importantes para que ele conseguisse atingir o título de cidadão pleno?
      Gostei muito da sua participação. Deixo aqui as perguntas para que possamos continuar o nosso exercício de reflexão, ok?

      Um forte abraço.

  7. Phelipe Custodio Lima disse:

    Achei esse um texto um pouco… reflexivo, e acho que era pra ser mesmo. Mas quando nos colocamos como cidadãos na sociedade, nós temos uma idéia de que ” nossa, eu tenho o mesmo direito que você ” e olhando por um ângulo mais ampliado dá pra ver que algumas pessoas, como até mesmo com a escolaridade um pouco mais avançada, tem mais direitos bons do que outros que só tem o ensino básico. Vejamos um exemplo… Quando alguém é preso e tem um ensino superior, ele tem direito à uma cela especial, já outro que não tem o ensino superior não goza dos mesmos direitos. Se fosse pra eu nomear algum personagem desse conto de cidadão, acho que o padre seria a melhor opção, pois ele é o único que se importou com o próximo e com o bem da sociedade, já o “José da Silva” mostrou um caráter meio, fútil e egoísta, pois abandonou a família. Então pro meu ver, o termo “cidadão” é muito vago e fragmentado, pois tanto quando o presidente, quanto eu e quando um marginal que está sendo preso na rua de cima, somos cidadãos e essa palavra NA MINHA OPINIÃO não muda em nada o caráter de um ser humano.

    • Katia Lopes disse:

      É verdade, Phelipe. Os direitos são iguais para todos, mas há uns “mais iguais que os outros”. O seu exemplo é muito bom. Podemos pensar o seguinte: Quem elabora as leis? Provavelmente a lei que beneficia as pessoas que possuem nível superior foi criada por indivíduos da classe dominante, com curso superior, logo, quem elaborou tal lei buscou privilegiar a si e aos seus… O que você acha?
      Legal a sua opinião, Phelipe, mas a idéia de cidadania está relacionada tanto ao fato do indivíduo pertencer a uma cidade… uma comunidade… como, principalmente, à afirmação de direitos. Pois o “cidadão” em questão tinha direitos, o direito ao trabalho é um deles… mas quantos cidadãos há hoje que não conseguem trabalho? A nossa sociedade está tão pautada na idéia do trabalho que, quando um indivíduo fica desempregado, salvo exceções, sente vergonha, sente como se não tivesse direitos, sente como se fosse um fracassado… você já viu alguém ficar assim?
      Muito boa a sua participação, Phelipe! Gostaria que lesse os outros dois textos para ampliarmos a idéia sobre a afirmação de direitos dos cidadãos, ok?
      Conto com a sua valorosa participação.

      Um grande abraço!

  8. Mirele Gomes de Oliveira disse:

    Olá , professora!
    Essa história apesar de ser triste fala da realidade da vida, faz com que refletimos, realmente é uma lição de vida para sociedade…
    Nós vivemos em um mundo que há muita desigualdade social, uma delas está no pensamento de cada ser; na forma de interagir; na forma de pensar; na forma de falar; e no modo de ver… De fato com a história o personagem José da Silva, depois que ficou desempregado não era visto como um cidadão de bem ao ver de muitas pessoas.
    Esse é meu ponto de vista!

    • Katia Lopes disse:

      Legal a sua participação, Mirele!
      Realmente, há uma forte pressão social sobre as pessoas. A personagem do conto pode realmente ter sofrido exclusão do grupo ao qual pertencia, mesmo que de forma velada. Você já assistiu “Bicho de sete cabeças”? A personagem (Neto) do filme fora internado em um hospital psiquiátrico e, após sair de lá, em uma das cenas, vai à casa de um amigo, mas a mãe do rapaz não quer que o filho seja amigo de Neto. Assim, a mãe do amigo rotula e exclui aquele que ela considera inadequado para ter amizade com o seu filho.
      Se quiser ver o filme, vale a pena.

      Um abraço.

  9. Paula Rodrigues Machado disse:

    O texto O Nascimento de um Cidadão , é um otimo ponto de reflectição para todos nós.
    Eu acredito este homem descrito,tinha como vontande ser reconhecido pelo que fazia .Mas não era bem assim , niguem viu quem ele era de verdade , sua mulher e seus filhos não se importavão se ele estava em casa ,pra compartilhar sentimentos, ou se ele estava trabalhando para manter a sua familia.O que eles se preocupavão realmente era com a renda(salario).Seus filho mais velho só queria, oque os seu amigos de escola tinha, e com isso comfrontava o pai até conceguir o que queria,sua mulher só se preocupava com o bem estar dos filhos.
    Mas o pai era o único que tinha um olhar zeloso, que estava trabalhando mas pensando do que podi fazer pra melhorar assituação.Aquele que quando foi demitido ,teve medo de falar , porque sabia que não ira receber palavras de apoio que lhe pode-se ajudar.Mas foi fora de casa que ele se sentiu abrigado, com pessoas estranhas. Sozinho!

  10. Luana Caroline disse:

    Olá Professora Kátia😀

    Achei o texto muito interessante, e triste. (não gosto muito de coisas tristes. ;D)
    A reação de “José da Silva” em abandonar sua família foi egoísta, pois ao sofrer por nao conseguir sustentar sua família, ele nao pensou em como sua esposa sozinha a sustentaria. Essa característica é típica do ser humano, e nos faz perceber que nosso comportamento individualista só nos faz regredir.
    Quando nos deparamos com um problema, tentamos resolve-lo com todos os recursos possíveis, e se não conseguimos desistimos, mas não só do problema em si, desistimos de tentar, e deixamos o problema nos consumir.
    No final do texto, uma dúvida me ocorreu.. O policial que socorreu “José da Silva” o chamou de cidadão, este se alegrou por receber um novo título que se agregava a ele, mas, será que se ele não estivesse de banho tomado e de roupas limpas, o mesmo seria reconhecido como cidadão? Acho que igualmente importante como o padre, que lhe fez voltar um pouco do ser humano que ele fora, foi este policial, que lhe deu conforto em saber que ele não era um ser esquecido por todos, que era um cidadão, um “alguém”com alguma importância.

  11. Fernando Henrique Santos disse:

    Eu adorei esse texto mostra muito bem a sociedade em que vivemos todos nós falamos “Temos direitos iguais perante a sociedade” mais se aprofundarmos mais veremos que isso não é verdade!Exemplo: Em uma entrevista de emprego chega uma pessoa com mais conhecimento que a outra,ta ela fez por seus meritos estudou e tal e a outra pessoa? Ela não tem o mesmo direito igual? Só porque ela estudou menos!temos o mesmo direito resta cada um mostrar oque nós temos de melhor valororizando nossa cidadania que seja justa ou injusta…

  12. Sabrina Vieira 3C disse:

    Eu gostei bastante deste texto porque ele mostra as dificuldades enfrentadas pelos cidadãos, da desigualdade social, das maneiras que as pessoas são interpretadas através de suas ações e de seus feitos, alem de relatar uma historia que infelizmente é comum aqui no Brasil, os personagens da história não são nada além da imagem verdadeira da nossa sociedade.
    Realmente este texto aborda algo muito intrigante que nos faz pensar e até mesmo nos transmite uma sensação de impotencia diante dos representantes da sociedade, que injustamente favorecem apenas uma parcela da população deixando todo o resto de lado, e é nessa hora que você percebe que mesmo estando na constituição federal que todos possuímos os mesmos direitos, na prática percebemos que não é bem assim.

  13. Erick Cardoso - 3ºE disse:

    Eu gostei do texto , pois além de chamar a atenção é uma forma de mostrar como a vida de uma pessoa pode mudar !!! tudo por causa de um ocorrido ,que pode destruir a vida de alguém . Também mostra que todos somos cidadãos , mesmo que nós demoremos para perceber isso .

  14. Guilherme disse:

    Oi profª, achei o blog interessante, pois temos a oportunidade de aprender um pouco mais fora da sala de aula.

    Eu acredito neste homem descrito,tinha como vontande ser reconhecido pelo que fazia .Mas não era bem assim , niguem viu quem ele era de verdade , sua mulher e seus filhos não se importavão se ele estava em casa ,pra compartilhar sentimentos, ou se ele estava trabalhando para manter a sua familia.O que eles se preocupavão realmente era com a renda(salario).Seus filho mais velho só queria, oque os seu amigos de escola tinha, e com isso comfrontava o pai até conceguir o que queria,sua mulher só se preocupava com o bem estar dos filhos.

  15. Ester Santos disse:

    Oi profa!
    Muito bom o texto.É um meio mais “suave” de mostrar a alguém que apesar de os direitos serem iguais para todos nos documentos,viver esses direitos é uma coisa totalmente diferente!!Após a leitura,eu pensei :”Nossa, é uma ficção,mas não é uma ficção”…é desumano saber que há várias pessoas no mundo, e em todas as épocas,viveram(e vivem, e vão viver) o mesmo que o nosso personagem porque existem leis que vão contra isso,mas que as nossas autoridades não fazem nada para fazê-las valer!
    É revoltante ver que “pedaços de papel coloridos” fazem a total diferença entre quem os possui e quem não os possui.
    Se não fosse isso, José da Silva não teria abandonado a família,(e não viveria nada do que viveu).
    E mais triste do que ler um texto assim, é ouvir o relato de alguém que viveu algo assim,mas enfim…Muito bom profa!
    O texo foi ótimo \o/

  16. Elizama 3RC disse:

    Olá prof!
    Então gostei muito, esse texto é bem tragico ao longo do processo de vida vivencidado pelo personagem.
    Mostra como as frustração na vida nos causa decisões as vezes precipitadas, a falta de oportunidade, de ser reconhecido levou o personagem a achar que ele não era ninguem,a se tornar um mendigo na rua , levado ao vício do alcool e ao abandono da familia.
    Um dos direitos negligenciados pelo personagem foi o de viver .
    Pois so quando estava indo pra morte que foi reconhecido como um cidadão.

  17. Ana Carolina disse:

    A minha professora já tinha passado este texto na sala de aula!


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